A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia-Geral de Brasiléia, cumpriu nesta terça-feira, 27, um mandado de prisão preventiva contra J.V.M., apontado como peça-chave em um atentado registrado no final de 2025. A ação policial teve início no local de trabalho do investigado e se estendeu até sua residência, resultando na apreensão de diversas armas de fogo e munições mantidas de forma ilegal.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito foi localizado e detido inicialmente em seu ambiente de trabalho, em uma abordagem distinta das prisões convencionais. Durante a oficialização da prisão, J.V.M. apresentou forte resistência à ordem policial, demonstrando comportamento agressivo e hostil diante da equipe.
Conforme relatado pelos agentes, o investigado se recusou a entregar seu aparelho celular e tentou danificá-lo, com o claro objetivo de impedir o acesso a possíveis provas telemáticas relevantes para a investigação. Diante da resistência, da agressividade apresentada e do risco iminente de destruição de evidências, foi necessário o uso progressivo da força e de algemas para garantir a segurança da operação e a preservação das provas.

Após ser contido, o suspeito foi conduzido até sua residência para acompanhamento do cumprimento do mandado de busca e apreensão. No local, os policiais encontraram um verdadeiro arsenal ilegal, composto por duas armas de fogo calibre .38, um revólver adaptado para munição calibre .22, contendo uma munição intacta e outra já deflagrada, além de 48 munições calibre .38 intactas, que estavam escondidas dentro de uma meia.
A prisão é resultado de investigação que apura uma tentativa de homicídio qualificado ocorrida na noite de 19 de novembro de 2025, no bairro Marcos Galvão II, quando a vítima, Edvaldo da Silva Brito, foi emboscada e alvejada pelas costas enquanto se deslocava em um veículo de aplicativo. A partir do cruzamento de depoimentos e análises técnicas, a Polícia Civil identificou o veículo utilizado no crime como pertencente a J.V.M., cujas versões apresentadas à polícia continham contradições e indícios de ocultação de provas. O investigado permanece à disposição do Poder Judiciário e deverá responder por tentativa de homicídio, resistência e posse ilegal de arma de fogo e munições.
Fonte: Conteúdo republicado de Policia Civil do Acre




