Julgamento de Cameli

A sanfona que não para de desafinar!

O julgamento do governador Gladson Cameli tá igual sanfona de piseiro em noite de festa: estica pra cá, encolhe pra lá e, quando a gente pensa que vai espocar a música final, aparece um cabra da peste pedindo “toca mais um cadim, maestro!”. Arre djanga!

Já marcaram, desmarcaram e remarcaram tanto que o calendário do STJ tá parecendo caderno velho com uma ruma de rabisco. Agora pularam a data pra 17 de dezembro porque a defesa disse que não recebeu uns bribotes de papel importantes, os tais SEI-C. Sem documento, nego véi, nem adianta.

Pra esse arrasta-pé jurídico não desafinar de vez, o ministro Gilmar Mendes mandou avisar a Polícia Federal pra não jogar no mato os papéis do processo. Enquanto isso, a tal Operação Ptolomeu segue arrudiando o caso, com contrato suspeito daqui, superfaturamento dali… Vixe Maria!

Tem hora que parece até jerimum dentro de saco: quanto mais mexe, mais aparece coisa. A contratação foi tão ligeira que, se fosse pedido de lanche, chegava antes do extrato perfumar o ar. É uma confusão da gota serena. Mais enrolada que tripa de bodó.

Do outro lado dessa ópera, Gladson Cameli tenta posar tranquilo, dizendo que confia na Justiça e que não quer interferência política, é mermo. Como se isso fosse novidade no Acre, né?

A Corte Especial vai afinando os instrumentos enquanto a sanfona do caso segue no vai e vem. Agora é esperar pra ver se, no dia 17, esse espetáculo vai arribá de vez ou se vem outro “remarca aí!”. Tomando um café atrás do outro, só observo essa novela espocando mais que foguetório de São João.


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