Serpente mais letal da Amazônia surpreende trabalhadores no Toco Preto

Um episódio recente no ramal do Toco Preto, a 58 quilômetros de Sena Madureira, evidenciou novamente os riscos enfrentados por trabalhadores que vivem da extração de castanha-do-brasil na região amazônica. Enquanto realizavam a colheita em uma propriedade rural, os amigos Manoel e Francisco Falcão, conhecido como Chico Rato, se depararam com uma das serpentes mais perigosas da Amazônia: a Surucucu-Pico-de-Jaca (Lachesis muta).

A espécie, reconhecida por sua agressividade e pela potência de seu veneno, representa uma ameaça constante para comunidades extrativistas. A cobra estava camuflada entre folhas e galhos nas proximidades de uma bananeira braba, onde grande parte das castanhas havia sido depositada pelos trabalhadores. Felizmente, ninguém se feriu.

A Pico-de-Jaca é responsável por dezenas de mortes na região e se esconde com extrema habilidade na mata fechada, tornando quase impossível identificar sua presença. Para os catadores de castanha, que percorrem longas distâncias em ambientes de floresta densa, o risco é diário.

Diante dessa realidade, especialistas e autoridades reforçam a necessidade de medidas preventivas para evitar acidentes. Trabalhadores devem utilizar equipamentos de proteção, como botas de cano alto e perneiras, evitar caminhar sozinhos ou durante a noite e manter atenção redobrada em áreas de folhagem alta.

Em caso de encontro com uma serpente dessa espécie, a recomendação é clara: manter a calma, afastar-se lentamente e jamais tentar capturar ou matar o animal. Em caso de picada, o atendimento médico imediato é essencial, já que o veneno pode causar complicações graves.


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